quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cuba: Presidente do Episcopado evita que agentes golpeiem a Damas de Branco

Cuba: Presidente do Episcopado evita que agentes golpeiem a Damas de Branco



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Dom Dionisio García

HAVANA, 22 Fev. 12 / 06:29 am (ACI/EWTN Noticias)

O Presidente da Conferência de Bispos Católicos de Cuba (COCC), Dom Dionisio García Ibáñez, evitou que 14 mulheres membros do grupo das Damas de Branco fossem golpeadas por agentes do Governo comunista, que as esperavam perto da Basílica de Nossa Senhora do Cobre, onde tinham procurado refúgio.

"Como vêm fazendo há quatro meses as mulheres foram rezar na Basílica do Cobre como qualquer cristão vai a um templo rezar, mas elas me manifestaram que vinham sendo ameaçadas, que haviam represálias contra elas e que as estavam sendo provocadas. Queriam impedir que fossem à Basílica", declarou esta terça-feira 21 de fevereiro Dom García ao grupo ACI.

Conforme informou esta segunda-feira o jornal El Nuevo Herald, "os incidentes ocorreram durante um fim de semana em que a polícia deteve 30 membros e simpatizantes das Damas de Branco" nos arredores de Santiago de Cuba. O jornal indicou que outras três mulheres foram detidas na segunda-feira.

Conforme indicou o dissidente Prudencio Villalón, que acompanhou as 14 Damas de Branco à Basílica, as mulheres se declararam em greve de fome nos degraus do templo depois da missa dominical ao denunciar que tinham recebido ameaças de um grande grupo de policiais espalhado em um cruzamento próximo do lugar.

Um sacerdote na Basílica ligou por telefone para Dom Dionisio García, Arcebispo de Santiago de Cuba, quem horas mais tarde se apresentou em pessoa com dois veículos para evacuar as mulheres.

"As autoridades estariam pendentes do tema. Elas manifestaram que até temiam ser atacadas. Disseram-me que algumas de suas companheiras haviam sido ameaçadas. Foi assim que eu intervim. Embora fosse uma manifestação que tem basicamente um sentido político, a Igreja lhes deu respaldo", expressou Dom García ao grupo ACI.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

ANGELUS

PAPA BENTO XVI
ANGELUS
Praça de São Pedro
Domingo, 29 de Janeiro de 2012
 
Prezados irmãos e irmãs
O Evangelho deste domingo (cf. Mc 1, 21-28) apresenta-nos Jesus que, no dia de sábado, prega na sinagoga de Cafarnaum, a pequena cidade à margem do lago da Galileia, onde moravam Pedro e o seu irmão André. Ao seu ensinamento, que suscita a admiração das pessoas, segue-se a libertação de «um homem possuído por um espírito impuro» (v. 23), que reconhece em Jesus o «santo de Deus», ou seja o Messias. Em pouco tempo, a sua fama difunde-se em toda a região, que Ele percorre anunciando o Reino de Deus e curando os doentes de todos os tipos: palavra e obra. São João Crisóstomo observa como o Senhor «alterna o discurso em benefício dos ouvintes, procedendo dos prodígios às palavras e passando de novo do ensinamento da sua doutrina aos milagres» (Hom. in Matthaeum 25, 1: PG 57, 328).
A palavra que Jesus dirige aos homens abre imediatamente o acesso à vontade do Pai e à verdade de si mesmos. No entanto, não acontecia assim com os escribas, que deviam esforçar-se por interpretar as Sagradas Escrituras com inúmeras reflexões. Além disso, à eficácia da palavra Jesus acrescentava a dos sinais de libertação do mal. Santo Atanásio observa que «comandar os demónios e expulsá-los não é obra humana, mas divina»; com efeito, o Senhor «afastava dos homens todas as doenças e todas as enfermidades. Quem, vendo o seu poder... ainda duvidaria que Ele é o Filho, a Sabedoria e o Poder de Deus?» (Oratio de Incarnatione Verbi 18.19: PG 25, 128 bc.129 b). A autoridade divina não é uma força da natureza. É o poder do amor de Deus que cria o universo e, encarnando-se no Filho Unigénito, descendo à nossa humanidade, purifica o mundo corrompido pelo pecado. Romano Guardini escreve: «Toda a existência de Jesus é tradução do poder em humildade... é a soberania que se abaixa à forma de servo» (Il Potere, Brescia 1999, 141.142).
Muitas vezes, para o homem a autoridade significa posse, poder, domínio e sucesso. Para Deus, ao contrário, a autoridade significa serviço, humildade e amor; significa entrar na lógica de Jesus, que se inclina para lavar os pés aos discípulos (cf. Jo 13, 5), que procura o verdadeiro bem do homem, que cura as feridas, que é capaz de um amor tão grande que O leva a dar a sua vida, porque é Amor. Numa das suas Cartas, santa Catarina de Sena escreve: «É necessário que nós vejamos e conheçamos, na verdade, com a luz da fé, que Deus é o Amor supremo e eterno, e não pode desejar outra coisa, a não ser o nosso bem» (Ep. 13 in: Le Lettere, vol. 3, Bologna 1999, 206).
Estimados amigos, na próxima quinta-feira 2 de Fevereiro, celebraremos a festa da Apresentação do Senhor no Templo, Dia Mundial da Vida Consagrada. Invoquemos com confiança Maria Santíssima, a fim de que guie os nossos corações para haurir sempre da misericórdia divina, que liberta e purifica a nossa humanidade, enchendo-a de todas as graças e benevolências, com o poder do amor.

Depois do Angelus
Hoje em Viena é proclamada Beata Hildegard Burjan, leiga, mãe de família, que viveu entre os séculos XIX e XX, fundadora da Sociedade das Irmãs da Caritas socialis. Louvemos o Senhor por este bonito testemunho do Evangelho!
Neste domingo celebra-se o Dia mundial dos hansenianos. Ao saudar a Associação italiana dos amigos de Raoul Follereau, gostaria de dirigir o meu encorajamento a todas as pessoas que sofrem desta enfermidade, assim como a quantos as assistem e, de várias maneiras, se comprometem para eliminar a pobreza e a marginalização, verdadeiras causas da persistência do contágio.
Recordo também o Dia internacional de intercessão pela paz na Terra Santa. Em profunda comunhão com o Patriarca latino de Jerusalém e com o Guardião da Terra Santa, invoquemos o dom da paz para aquela Terra abençoada por Deus.
 
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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Mensagem do dia



 

Não se entregue ao inimigo de Deus! “Um profeta só é desprezado em sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa” (Mc 6,4).

Em todos os lugares o profeta é bem recebido, mas não na sua casa. Mas isso não é motivo para ele ficar com os braços cruzados ou envergonhado. Esse é o tipo de reação que o inimigo espera! Muitas vezes temos a impressão de que quanto mais nos entregamos ao serviço do Senhor, quanto mais trabalhamos para Ele, tanto mais as coisas pioram em casa!

Quantos pais e quantas mães são do Senhor e acabaram vendo seus filhos entrarem nas drogas ou partirem para a revolta... Quantos pais acabaram vendo as filhas tornarem-se verdadeiras garotas de programa...

É isso que o inimigo de Deus quer: desmoralizar-nos! E, desanimados, acabamos entrando no quarto, nos escondendo... e nos desiludindo: “Se na minha casa é desse jeito... o que vou fazer lá fora? Não tenho mais moral!”

Não se entregue! Semeie o Espírito Santo! Leve a “efusão do Espírito” aos membros de outras famílias. E tenha certeza: Deus terá alguém para semear em sua casa o Espírito Santo, para que cada um dos membros da sua família se converta.

Deus o abençoe!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova