quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bispo espanhol denuncia "perseguição religiosa oculta" em campanha anti-crucifixo

Bispo de Tarazona, Dom Demetrio Fernández, saiu ao encontro dos grupos que promovem o retiro dos crucifixos dos espaços públicos e advertiu que estas campanhas vêem a Deus como um estorvo, formam parte da "perseguição religiosa oculta" que afeta a Espanha e confundem o conceito de estado laico, porque pretendem fazer deste um país ateu.

Com ocasião da festa da Santa Cruz que a Igreja celebra esta semana, o Bispo difundiu uma carta pastoral em que adverte que "quando querem tirar Deus da praça pública, quando querem prescindir de Deus, como se Deus fora um estorvo, quando querem arrancar do coração de nossas crianças e jovens a Jesus Cristo, tira-se o crucifixo da escola, dos hospitais, de todo âmbito da vida pública".

Do mesmo modo, respondeu a "aqueles que pretendem tirar o crucifixo argumentam com razões de laicidade" e explicou que "essa laicidade, que tem que suprimir a Deus para afirmar-se a si mesmo, é uma laicidade sem futuro, é uma laicidade que não faz bem ao homem. É uma laicidade que tem que arrasar toda uma história, uns costumes, uma cultura cristã em suas raízes e em suas expressões".

"Que o Estado é laico quer dizer que oficialmente não confessa nenhuma religião, mas ao mesmo tempo favorece a religião de seus cidadãos, porque considera a religião como um bem para o homem, para os cidadãos aos que serve. Mas quando suprime todo símbolo religioso, se adota uma postura direta de ataque ao religioso, que contradiz a sã laicidade", esclareceu.

Neste sentido, assinalou que "uma Estado verdadeiramente laico respeita as crenças e convicções de seus cidadãos, as favorece e as apóia sempre, porque a religião é uma dimensão fundamental da pessoa. Quando, pelo contrário, ataca as convicções religiosas de seus cidadãos (sejam os que sejam), deixa de ser um Estado laico para converter-se em um Estado confessionalmente ateu. Porque só aos ateus incomodam Deus e os símbolos religiosos".

Dom Fernández considerou que "na Espanha, encontramo-nos com uma situação de verdadeira perseguição religiosa oculta, com este e com outros muitos atos concretos. É uma perseguição que recorta a liberdade religiosa, particularmente a liberdade dos católicos, porque a outras religiões possivelmente não se atrevam a perseguir pelo que pode passar. Está gerando-se a nova lei de liberdade religiosa. Veremos por onde sai, mas, com estes preâmbulos, tememos o pior, sobre tudo no âmbito da objeção de consciência".

Depois de destacar os eloqüentes testemunhos "de católicos coerentes, que respeitando todas as leis, oferecem o rosto a esta perseguição oculta, e têm uma eficácia insuspeitada", pediu aos crentes seguir estes exemplos.

"Possivelmente necessitamos que nos belisquem para reagir positivamente. Tome um crucifixo em suas mãos, pendure-o em seu peito, leve-o sempre consigo. O sinal do cristão é a Santa Cruz. Tendo a Jesus Cristo, temos tudo. Não se envergonhe nunca de ser discípulo dele. Com sua ajuda e seu evangelho, e só assim, poderá melhorar você mesmo e poderá construir um mundo melhor", concluiu.

Fonte : aci 

Donos de discotecas são "mercadores sem alma", denuncia Arcebispo argentino

O Arcebispo de La Plata, Dom Héctor Rubén Aguer, questionou a atitude dos pais e de alguns empresários de estabelecimentos noturnos, a quem qualificou de "mercadores sem alma", ao referir-se à problemática do excesso de álcool que deriva em gestos de violência protagonizados por jovens de distritos portenhos.

"São os pais os que descuidaram uma responsabilidade fundamental, logo estão esses mercadores sem alma, que são os donos discotecas, todo mundo sabe que isso é um negócio onde se põe em risco a saúde física, psicológica e espiritual dos jovens", advertiu em declarações radiais.

O Prelado platense assegurou que "este é um fenômeno que está saindo do leito e terá que retornar para seu lugar devido". Do mesmo modo, considerou que "o problema fundamental passa por como se pensa a vida de um jovem", embora admitisse que "não se deve generalizar, porque não acredito que todos os jovens estejam apanhados pela cultura das discotecas".

Depois de afirmar que "isso de passar a noite em claro, dois ou três dias por semana, é uma coisa insana", opinou: "não acredito que logo se possa trabalhar ou estudar em forma". Dom Aguer qualificou de "complexa" a problemática derivada da noturnidade, embora insistiu em que "terei que colocar as coisas em seu devido lugar".

Entretanto, reconheceu que "não sei se será tão simples [fazer] que estes negociantes reconheçam que não devem vender álcool ou outras 'coisinhas' que todos sabemos que circulam em algumas discotecas”.

"A noite não é para divertir-se todo o tempo, é uma questão educativa que depende, acima de tudo, da família. Eu suspeito que muitos pais de família são tão adolescentes como seus filhos", asseverou.

As críticas do Arcebispo platense se conhecem quando o governador portenho, Daniel Scioli, decide intensificar os controles ao consumo de álcool na via pública e busca acordar com os empresários da noite medidas para restringir o consumo destas bebidas.

Fonte : aci 

Prognosticam crescimento de todas as religiões para meados de século

Segundo os cálculos de "O atlas das religiões", elaborado por "Le Monde Diplomatique" em colaboração com a revista francesa "Le Vie", para meados deste século todas as religiões do mundo terão crescido significativamente, os ateus e agnósticos seguirão sendo uma pequena minoria e um de cada três habitantes do mundo será cristão.

Conforme informa o jornal La Razón, "nem os 70 anos de hostilidade à religião na URSS nem o comunismo na Europa Oriental nem o materialismo no Ocidente nem as perseguições na China, Vietnam ou Coréia nem os avanços tecnológicos ou científicos impedirão o crescimento das religiões no século XXI".

Calcula-se que no ano 2050 o mundo terá 9.1 bilhões de habitantes e haverá aproximadamente 3 bilhões de cristãos. Atualmente existem 2 bilhões, dos quais 1.14 são católicos.

"O cristianismo crescerá por demografia em muitos países, incluindo Ocidente, e pelo esforço missionário na África, onde viverá um de cada quatro batizados, e também na Ásia e Rússia. Os católicos europeus, que ainda somam 25 por cento do catolicismo mundial, serão apenas 16 por cento na metade de século", adiciona o jornal.

Do mesmo modo, explica que "a grande natalidade e certa expansão missionária na Ásia e África também farão crescer o islã, que chegará aos 2.2 bilhões de aderentes com comunidades importantes em todo mundo".

Estima-se que o hinduísmo terá por volta de 1.1 bilhões de seguidores, concentrados quase exclusivamente na Índia e Nepal, com minorias no Sri Lanka, Bangladesh e Paquistão. O budismo seguirá centrado nos países que tradicionalmente o professaram e crescerá pouco: 425 milhões atenderão o ensino da Buda. O judaísmo contará com 17 milhões de fiéis.

Como ocorre atualmente, Estados Unidos será o país com mais cristãos; Indonésia o que tenha mais muçulmanos e China o que tenha mais budistas.

"A evolução das cifras de não-adeptos dependerá muito dos países onde se persegue os fiéis, especialmente a China e Vietnam, assim como do que acontecer a Europa pós-comunista. Uma coisa está clara: os ateus têm sempre menos filhos que as pessoas religiosas", conclui La Razón.

Fonte : aci 

Epidemiologista francês respalda Papa sobre preservativo

Recorda que inclusive ONUSIDA lhe dá razão


PARIS, terça-feira, 15 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- Para René Ecochard, professor de medicina, epidemiologista, chefe do serviço de bioestatística do Centro Hospitalar Universitário de Lyon, "as palavras de Bento XVI sobre o preservativo são simplesmente realistas".

Este é, de fato, o título de um documento que assinou em abril passado, após a viagem pontifícia à África (de 17 a 23 de março) e a polêmica lançada por meios de comunicação ocidentais sobre as declarações do Papa sobre o preservativo.

Entrevistado pelo jornal francês La Manche Libre, o professor Ecochard lamentou "a falta de realismo" que se dá "nesta questão que é prisioneira da ideologia". Parece algo como "se a opinião perdesse seus pontos de referência quando enfrenta as questões da sexualidade e da família".

René Ecochard considera que "se deu um erro de compreensão na opinião pública". "As pessoas acreditaram que o Papa falava da eficácia do plástico, do preservativo, quando na realidade falava das campanhas de difusão do preservativo. Isto é muito diferente".

"Da mesma forma que todo objeto tecnológico de prevenção, o preservativo tem uma eficácia quantificada", afirma. Mas, "o problema não está aí: todos os epidemiologistas concordam hoje em afirmar que as campanhas de difusão, nos países em que a proporção das pessoas afetadas é muito elevada, não funcionam".

"Se o preservativo funciona quatro de cada cinco vezes", isto pode ser suficiente "quando a Aids não está estendida". "Mas em um país em que 25% dos jovens de 25 anos estão afetados (Quênia, Malaui, Uganda, Zâmbia), isto não é suficiente". "O fracasso desta forma de prevenção é uma realidade epidemiológica".

"Rodeado de especialistas, bem informado pela Academia de Ciências de Roma, o Papa dominava perfeitamente esta questão antes de ir para a África", acrescenta.

Na entrevista, René Ecochard se detém em particular sobre o caso de Uganda, o único país "em que o número dos enfermos foi dividido por três na idade de 25 anos". "Além da campanha sobre o preservativo, este país realizou uma ampla campanha baseada no tríptico ABC (abstinência, fidelidade, castidade ou preservativo)".

"O casal presidencial, os grupos religiosos, as escolas, as empresas... todo mundo apoiou esta campanha, freando a Aids, que será combatida se cada um buscar ter atitudes sexuais conformes às tradições familiares", explicou.

"Pode ser que não seja fácil reproduzir isto de um país ao outro, mas hoje, é a única esperança", acrescenta o epidemiologista francês.

Hoje, "mais de 60% dos cientistas estão a favor das campanhas ABC", declarou, recordando que é a política adotada por ONUSIDA.

Fonte : cleofas 
A Congregação para o Clero anunciou a realização de um Congresso Internacional de Sacerdotes, com a presença do Papa Bento XVI, que se realizará de 9 a 11 de junho de 2010. Este importante evento vai encerrar na conclusão do Ano Sacerdotal que o Santo Padre convocou por ocasião dos 150 anos do falecimento de São João Maria Vianney.

São João Bosco: Deus tem particular amor à juventude

Persuadidos que estamos, caros jovens, de que fomos todos criados para o Céu, devemos dirigir todas as nossas ações para alcançar este grande fim.A isto nos há de mover o prêmio que Deus nos promete, o castigo com que nos ameaça. Mas o que mais que tudo nos deve levar a amá-Lo e a servi-Lo, há de ser o grande amor que nos têm. Pois que, embora Ele ame a todos os homens, como obra de suas mãos, consagra todavia um afeto todo particular aos meninos e acha as suas delícias em permanecer no meio deles: Deliciae meac esse cum filiis hóminum. Deus vos ama, porque de vós espera muitas boas obras; ama-vos porque estais numa idade simples, humilde, inocente e, por via de regra, não vos tornaste ainda vítima do inimigo infernal.
Há ainda outras provas não menores da especial benevolência que vos tem o Divino Redentor. Ele assegura que considera como feitos a si mesmo todos os benefícios que vos fizerem a vós e ameaça de maneira terrível os que vos escandalizam.
Eis as suas palavras: “Se alguém escandalizar a um destes pequeninos que crêem em Mim, melhor lhe fora que lhe atassem ao pescoço uma mó de moinho e que o lançassem ao fundo do mar”. Gostava muito que os meninos O seguissem, chamava-os para perto de Si, abraçava-os, e lhes dava a sua santa benção. “Deixai, dizia, deixai que os meninos venham a mim: Sínite párvulos veníre ad me”; dando assim evidentemente a conhecer que vós, ó jovens, sois as delícias do seu coração.
Visto que o Senhor vos ama tanto, deve ser vosso firme propósito corresponder-Lhe, fazendo tudo o que lhe agrada e evitando tudo o que o poderia desgostar.
ARTIGO III
A salvação da alma depende geralmente
do tempo da juventude
Dois são os lugares que nos estão reservados na outra vida: para os maus, o inferno, onde se sofre todos os tormentos; para os bons, o Paraíso, onde se goza todos os bens. Mas o Senhor vos diz claramente que se vós começardes a ser bons no tempo da juventude, sereis igualmente no resto da vida, a qual será coroada com uma eternidade de glória. Pelo contrário, se começardes a viver mal no tempo da juventude, muito facilmente continuareis assim até a morte, e isto vos conduzirá inevitavelmente ao inferno.
Por isso, quando virdes homens de idade avançada entregues ao vício da embriaguez, do jogo, da blasfêmia, podereis quase sempre dizer que tais vícios começaram na juventude: Adoléscens juxta viam suam, etiam cum senúerit, non recédet ab ea. Ah! Filhos queridos, diz Deus, recorda-te do teu criador no tempo de tua juventude. Em outro lugar declara feliz o homem que desde a sua adolescência tenha levado o jugo dos mandamentos: Bonum est viro, cum poratáverit jugum ab adolescéntia sua.
Esta verdade foi bem conhecida pelos santos, especialmente por santa Rosa de Lima e por são Luis Gonzaga, os quais, tendo começado a servir fervorosamente a Nosso Senhor desde a mais tenra idade, quando adultos só achavam gosto nas coisas de Deus e assim se tornaram grandes santos. O mesmo se diga do filho de Tobias que, desde o início de sua juventude, foi sempre obediente e submisso aos seus pais: Estes morreram e ele continuou a viver virtuosamente até a morte.
Mas dirão alguns: se começamos agora a servir a Deus, tornaremos tristonhos. Respondo-vos que isso não é verdade. Andarás triste quem serve ao demônio, pois que, por mais que se esforce para estar alegre, terá sempre o coração a lhe segredar entre lágrimas: És infeliz, porque és inimigo do teu Deus. Quem mais afável e jovial que São Luis Gonzaga? Quem mais alegre e gracioso do que São Felipe Néri e São Vicente de Paulo? E contudo, a vida deles foi um contínuo exercício de todas as virtudes.
Ânimo pois, meus caros filhos; dedicai-vos em tempo á virtude e eu vos garanto que tereis sempre o coração alegre e contente e experimentareis quanto é doce e agradável o serviço do Senhor.
São João Bosco.
Fonte: http://beinbetter.wordpress.com/

A fé sem obras não é verdadeira

Neste domingo, o vigésimo quarto do Tempo Comum, a Palavra de Deus nos interpela com duas perguntas cruciais que resumiremos assim: “Quem é Jesus de Nazaré para você?” e “Sua fé se traduz em obras ou não?” A primeira pergunta encontramos no Evangelho do dia, quando Jesus pergunta a seus discípulos: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mc 8, 29). A resposta de Pedro é clara e imediata: “Tu és o Cristo”, ou seja, o Messias, o consagrado de Deus, enviado para salvar seu povo. Pedro e os demais apóstolos, portanto, diferentemente da maior parte das pessoas, crêem que Jesus não só é um grande mestre, ou um profeta, mas muito mais. Têm fé: crêem que nele Deus está presente e atua. Imediatamente depois desta profissão de fé, contudo, quando Jesus anuncia abertamente pela primeira vez que terá que sofrer e morrer, o próprio Pedro se opõe à perspectiva de sofrimento e morte. Então Jesus tem de repreendê-lo com vigor para dar-lhe a entender que não basta crer que Ele é Deus, mas que movidos pela caridade é necessário segui-lo por seu mesmo caminho, o da cruz (cf. Mc 8, 31-33). Jesus não veio para ensinar-nos uma filosofia, mas para mostrar-nos um caminho, e mais, o caminho que leva à vida.
Este caminho é o amor, que é a expressão da verdadeira fé. Se alguém ama o próximo com coração puro e generoso, quer dizer que conhece verdadeiramente Deus. Se, pelo contrário, alguém diz que tem fé, mas não ama os irmãos, não é um verdadeiro crente. Deus não vive nele. São Tiago afirma claramente na segunda leitura da missa deste domingo: “se não está acompanhada de obras [a fé], está completamente morta” (Tg 2, 17). Neste sentido, quero citar uma passagem de São João Crisóstomo, um dos grandes padres da Igreja, que o calendário litúrgico nos convida a recordar hoje. Ao comentar a passagem citada da Carta de São Tiago, escreve: “[A]lguém pode ter uma reta fé no Pai e no filho, assim como no Espírito Santo, mas se não segue a reta via, sua fé não lhe servirá para a salvação. Portanto, quando se lê no Evangelho: ‘A vida eterna é que eles te conheçam a ti, o único verdadeiro Deus’ (Jo 17, 3), não pense que este versículo basta para salvar-nos: requer-se uma vida e um comportamento puríssimo (citado in J. A. Cramer, Catenae graecorum Patrum in N.T., vol. VIII: In Epist. Cath. et Apoc., Oxford 1844).
Queridos amigos, amanhã celebraremos a festa da Exaltação da Santa Cruz, e no dia seguinte Nossa Senhora das Dores. A Virgem Maria, que acreditou na palavra do Senhor, não perdeu sua fé em Deus quando viu seu Filho rejeitado, ultrajado e crucificado, mas permaneceu ao seu lado, sofrendo e orando, até o final. E viu a aurora radiante de sua Ressurreição. Aprendamos com Ela a testemunhar nossa fé com uma vida de humilde serviço, dispostos a pagar o preço necessário para permanecer fiéis ao Evangelho da caridade e da verdade, seguros de que não se perde nada do que fazemos.]
Fonte: Rainha maria

Estou buscando a vontade de Deus ou a minha?

Nestes dias, sonhei com um barco em alto-mar, nele estavam dois homens, um remando com dificuldade e o outro contemplando-o pacificamente sentado ao seu lado. Era um cenário bonito, um mar azul iluminado pelos primeiros raios de sol... Mas fiquei incomodada ao ver um homem fazendo tanto esforço ao remar sozinho e o outro tão descansado ao seu lado. Foi quando Deus me fez compreender que o mesmo acontece muitas vezes conosco. O mar é a liberdade que Ele nos concede por nos amar; o barco é nossa vida e o homem tentando remar, mesmo sem saber, somos nós que queremos conduzir nossa vida com as próprias mãos e o homem sereno, que estava no barco, a contemplar o esforço do companheiro, é o Senhor, que está sempre conosco, mas respeita a nossa liberdade e espera o momento em que Lhe pedimos ajuda.

Ainda no sonho, em certo momento, aquele homem, já cansado de tentar remar, entregava os remos ao companheiro e este, com muita destreza, remava conduzindo o barco na rota certa. Era como ouvir Deus falar: “Dijanira, é isso que você precisa fazer hoje. Entregue os remos da sua vida em minhas mãos, pois Eu sei remar, Eu estou aqui ao seu lado pronto para ajudar você. Se continuar insistindo em remar sozinha, vai se cansar e não chegará aonde deseja. Deixe-Me conduzir seu barco, deixe-Me remar por você. Confie em mim!”

Partilho com você essa experiência, porque acredito que hoje seja importante falar sobre docilidade e confiança. Não dá para dizer “Tenho fé” se não confio em Deus; e confiar exige atitude. Talvez você me diga: “Eu já fui tão decepcionado! Como posso confiar de novo?” Isso é possível, com a Graça de Deus! As pessoas nos decepcionam, e é natural que seja assim. Ninguém é perfeito neste mundo e, um dia ou outro, alguém acaba agindo da maneira que nós não esperávamos, ou seja, nos decepciona. E a atitude de confiar na graça, que pode agir por intermédio daquela pessoa, nos impulsiona a continuar acreditando.

Certamente não é fácil entregar o “remo” nas mãos de Deus e deixá-Lo conduzir “o barco” da nossa vida. Principalmente vivendo em uma época como a nossa, na qual se fala tanto sobre segurança e busca-se meios para planejar um futuro seguro, parece contraditória a proposta de abandono em Deus.

Eu, porém, ouso testemunhar que minha vida é bem mais feliz desde que comecei a viver essa experiência. Claro que não consigo vivê-la plenamente como gostaria! Uma coisa é dizer: “Já entreguei minha vida a Jesus”. Outra coisa é viver essa atitude de entrega total no dia-a-dia e em cada situação. Isso exige luta e decisão. Eu estou lutando e você?

A atitude consiste em entrarmos em concórdia com a vontade de Deus. Pois se estivermos de acordo com o Senhor já não haverá motivos para ficarmos contrariados, preocupados ou angustiados; e tudo que vier a acontecer saberemos que tem a permissão divina. E, portanto, o acolheremos com alegria, mesmo que seja a cruz.

Não é o caso de deixar de viver! Claro que continuo fazendo planos, tenho sonhos e luto para alcançar o que desejo, mas o segredo é dar a Deus a liberdade de agir mudando os meus planos, uma vez que confio n'Ele e sei que Ele sabe o que é melhor para mim.

Lembro-me de um período difícil em minha vida, no qual eu queria que a minha vontade prevalecesse, mas mesmo assim rezava sempre: “Senhor, que seja feita a Tua vontade”. E realmente o Altíssimo fez a vontade d'Ele porque nada foi como eu desejava. Sofri muito com a decepção, mas nunca duvidei da intervenção divina. Quanto mais o tempo passa, tanto mais eu percebo claramente que o Senhor me livrou do pior! Quando recordo-me do fato rezo ainda mais confiante: Senhor, que seja feita a Tua vontade. Toma o remo e conduz o meu “barco”. Tu sabes o que é melhor para mim. Graças a Deus, tem dado certo.

Talvez hoje o Senhor esteja lhe pedindo o mesmo... Acredito que o primeiro passo para corresponder a esse chamado seja fazer uma revisão de vida e ter a coragem de se avaliar: “Isso que tanto busco e no qual insisto é vontade de Deus ou é vontade minha?” Um dos sinais para discernir isso é perceber os frutos da espera. O que é de Deus traz paz, edifica, mesmo que passe pela cruz. O que é apego humano não produz bons frutos, torna a pessoa amarga, sem vida, sem alegria.

As pessoas que nos conhecem e nos amam são grandes instrumentos do Todo-poderoso para nos ajudar a fazer esse discernimento. Experimente pedir a opinião de quem você confia e ama e tenha a coragem de ouvir a resposta. Se for preciso entregar o “remo” Àquele que sabe navegar, faça isso hoje mesmo e prepare-se para desbravar o “alto-mar” da vida nova que Ele tem para você.

Fonte: Canção nova 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Mostrem a cruz a todos, orienta arcebispo

"Ao peregrinarem com a Cruz por todas as paróquias de Madri, pensem na mensagem que carregam em seus ombros. Mostrem-na a todos sem exceção: especialmente aos que não crêem". A orientação está na mensagem do Arcebispo de Madri, Cardeal Antonio Maria Rouco Varela, à juventude da cidade, por ocasião do início da peregrinação da Cruz da Juventude na capital que vai sediar o próximo Dia Mundial da Juventude (DMJ).

Na mensagem o arcebispo recorda que esta Cruz, que o Servo de Deus João Paulo II entregou aos jovens em 1984 para que a levassem ao mundo inteiro, é o símbolo do Dia Mundial da Juventude."Ela representa o encontro com Cristo morto e ressuscitado por nós. Carregando a Cruz sobre seus ombros, os jovens se convertem em portadores da alegre notícia da salvação", diz a nota.

O Cardeal destaca que o Dia Mundial da Juventude não é um fim em si mesmo, mas um meio eficaz para avivar a fé e descobrir que somente Cristo é a meta do homem. "Por isso, ao iniciar esta peregrinação, não pensem somente na meta temporal do DMJ, mas olhem além, contemplem a meta de sua vida, na qual Cristo ressuscitado brilha com uma luz inesgotável, que ilumina nossa existência e nos enche do prazer da vida eterna".

sábado, 12 de setembro de 2009

Costa Rica: Oficiais criam projeto de lei para retirar Deus de juramentos legais

Uma coalizão de legisladores da Costa Rica apresentou um projeto de lei que retiraria a palavra “Deus” de juramentos feitos pelos oficiais que assumirem algum tipo de cargo público. Os responsáveis pelo projeto foram apoiados por um grupo de organizações políticas e religiosas que concordam com essa mudança no país, que é predominantemente católico romano.
A iniciativa, confrontada por alguns líderes de igrejas, é vista como o primeiro passo para transformar o país em um estado secular.
Atualmente, a constituição costa-riquenha reconhece a Igreja Católica Romana como a religião oficial do país.
A legislação proposta foi preparada pelo Movimento por um Estado secular e apoiada por diversas igrejas e organizações políticas e educacionais, incluindo a Igreja Luterana da Costa Rica, a Universidade Bíblica Latino-americana e outras.
O juramento atual realizado pelos novos oficiais do governo é estipulado pela constituição. Ele diz: “Você jura diante de Deus e promete ao país observar e defender a Constituição…”.
Maricel Salas, integrante do movimento, disse que a remoção da palavra “Deus” iria reforçar e garantir a democracia do país.
“O Estado representa um acúmulo de pessoas, e não somente um indivíduo. Esse acúmulo não representa apenas uma religião”, diz.
Salas afirma que a iniciativa não aponta para uma cruzada contra a igreja católica ou mesmo outras denominações. Pelo contrário, ele declara que isso traria igualdade para todos os cidadãos.
“Uma democracia moderna não pode apoiar nenhuma religião em particular”, disse Jose Merino, apoiador e integrante do congresso nacional.
Pesquisas recentes afirmam que 76% da população diz ser católico romano, enquanto 21% diz pertencer a congregações evangélicas (protestantes).
Enquanto isso, a proposta tem gerado fortes debates entre diversos grupos políticos, sociais e religiosos.
“Isso ajustará o conceito de liberdade religiosa contido na constituição para uma doutrina moderna de direitos humanos”, diz Hess Araya, cristão integrante do movimento e apoiador do projeto de lei proposto.
Fonte: Portas Abertas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

INTERCESSÃO DOS SANTOS

Antigo Testamento

- Macabeus (2 Mac 15,11-15). Judas contou-lhes a visão que teve, onde Onias, sacerdote já falecido e Jeremias, intercediam por eles:
"Narrou-lhes ainda uma visão digna de fé uma espécie de visão que os cumulou de alegria. Eis o que vira: Onias, que foi sumo sacerdote, homem nobre e bom, modesto em seu aspecto, de caráter ameno, distinto em sua linguagem e exercitado desde menino na prática de todas as virtudes, com as mãos levantadas, orava por todo o povo judeu.
Em seguida havia aparecido do mesmo modo um homem com os cabelos todos brancos, de aparência muito venerável, e nimbado por uma admirável e magnífica majestade. Então, tomando a palavra, disse-lhe Onias: Eis o amigo de seus irmãos, aquele que reza muito pelo povo e pela cidade santa, Jeremias, o profeta de Deus. E Jeremias, estendendo a mão, entregou a Judas uma espada de ouro, e, ao dar-lhe, disse: Toma esta santa espada que Deus te concede e com a qual esmagarás os inimigos." (2Mac 15, 11-15)


Catecismo da Igreja:

O §2692 diz: “Na oração, a Igreja peregrina é associada à dos santos, cuja intercessão solicita”.

Concílio Vaticano II (LG, 49):
“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por seguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (LG 49).

“Sacrosantum Concilum” sobre a Liturgia:
“Na Liturgia terrena, antegozando, participamos da Liturgia celeste, que se celebra na cidade santa de Jerusalém, para a qual, peregrinos, nos encaminhamos. Lá, Cristo está sentado a direita de Deus, ministro do santuário e do tabernáculo verdadeiro; com toda a milícia do exército celestial entoamos um hino de glória ao Senhor e, venerando a memória dos Santos, esperamos fazer parte da sociedade deles; suspiramos pelo Salvador. ”(SC, 8).
“Os Santos sejam cultuados na Igreja segundo a tradição. Suas relíquias autênticas e imagens sejam tidas em veneração. Pois as festas dos Santos proclamam as maravilhas de Cristo operadas em Seus servos e mostram aos fiéis os exemplos oportunos a serem imitados. ” (SC, 111)

Exemplos dos Santos:
Santa Teresa era devotíssima de São José
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma... A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus...De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida".

São Domingos de Gusmão, moribundo, dizia a seus irmãos:
“Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida”.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Igreja terá cinco novos beatos

Santa Sé


O Papa Bento XVI aprovou a beatificação de cinco Servos de Deus: quatro europeus e uma palestina. A informação é do departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano.

- Eustachio (Joseph) Kugler, religioso da Ordem Hospitalar de São João de Deus. A cerimônia será no dia 4 de outubro, na Catedral de Ratisbona, Alemanha.

- Ciriaco Maria Sancha y Hervás, bispo e cardeal, fundador do Instituto das Religiosas da Caridade Sancha. Sua beatificação será no dia 18 de outubro, na Catedral de Toledo, Espanha.

- Carlo Gnocchi, sacerdote, fundador da Obra Pro Juventute. A beatificação será em 25 de outubro, na Catedral de Milão, Itália.

- Zoltán Lajos Meszlényi, bispo e mártir, será elevado à honra dos altares sábado, 31 de outubro, na Catedral de Esztergom, Hungria.

- Maria Alfonsina Danil Ghattas (Maria Soultaneh), palestina, co-fundadora da Congregação das Irmãs Dominicanas do Santíssimo Rosário de Jerusalém, nascida em Jerusalém e falecida em Ain Karem.A cerimônia será em 22 de novembro, na Basílica da Anunciação, em Nazaré, Israel.

Construir a corrente do bem

Construir a corrente do bem

Padre Fábio de Melo
Foto: Robson Siqueira
Nós já estaríamos com todos os problemas resolvidos. "Traga para o meio" que vemos hoje no Evangelho é o discurso da inserção. Jesus não admite que alguém possa ficar jogado do lado de fora.

Antes enfermidade era sinal de que pessoa não tinha predileção por Deus. Jesus insere quem está do lado de fora. Faz o bem independente de ser sábado, domingo... A Eucaristia é um acontecimento no tempo, do que no tempo não cabe. É um acontecimento tão lindo que não coube no tempo e esparramou-se na história. Na poesia, chamaríamos de "acontecências". O bem que você realiza não cabe no tempo. Quando você se recorda do bem que fez, seu coração se enche de gratidão, é como se aquele acontecimento acontecesse de novo. É a grande ousadia que o Cristianismo nos empresta. Faça este tempo já ser eterno. Faça a dinâmica da eternidade valer agora.

Complete na sua carne o sofrimento de Cristo. A realidade é bela, mas, é sofrida. Não é fácil estar ali no papel do Crucificado. Jesus dizia: "Bem-aventurados os que sofrem porque serão consolados..." Bem-aventuranças têm valor porque só podem ser vistas pelos olhos da sabedoria, por quem está inundado no amor de Deus. Somos convidados a viver na nossa carne sacrifício do Cristo. Isso não é brincadeira. Aquilo que não coube no tempo está em mim, na história dos meus dias. Você é história: tem início, meio e fim. Em nós acaba em realidade o que não cabe no tempo. A realidade divina plenifica tudo isso.

Eu e você somos convidados a fazer a dinâmica do Evangelho, trazer para dentro o que está jogado para fora. Para que você paga seus impostos, anda em dia com suas dívidas? Por que é obrigado? Muitas vezes não vemos ser aplicado o dinheiro que a gente pagou. Que país é esse que não traz para o meio aquele que não pode, não sabe, não tem?

Lamentavelmente se precisamos ter saúde, segurança, precisamos pagar. Nosso país não cuida como precisaria cuidar dos seus. É falta de vergonha na cara de quem tem o governo nas mãos. Quando vamos em outros países o dinheiro das pessoas ser bem aplicado. Você pode sair à noite sem medo de ser assaltado, sequestrado... Essa é a conversão que o Brasil precisa viver. Não podemos continuar achando que chegamos ao destino final.

O bom brasileiro é aquele que continua lutando, de olho em quem votou. Nosso país precisa ser moralizado e isso começa com nossa exigência. Não podemos ser omissos. Corrupção começa em pequenas coisas, quando faço proveito de algo público, aproveito algo que não é meu... Levar para o meio é recordar que se quem está no poder não estiver com Deus no coração, não podemos esperar muita coisa.

'Como eu não como será o dia de amanhã, só me resta viver bem', afirma padre Fábio
Foto: Robson Siqueira


Não sei se você acompanhou movimento que teve para tirar figuras religiosas das repartições públicas. O que quadro do sagrado Coração de Jesus pode fazer mal a uma repartição pública? Será que com quadros eles recordam um valor que não querem mais viver? Este país não vai ficar melhor no dia em que tirarmos, mas, no dia em que os governantes tiverem caráter, agirem de maneira correta.

Ontem eu dava exemplo de Dom Hélder Câmara, que trazia para o meio aqueles que não tinham vez. Muito mais do que ficar preocupados com a religião que cada um tem, precisamos nos preocupar com caráter que cada um tem.

É o deputado que você elegeu que pode assinar leis contrárias ao Evangelho. Se essas mentes diabólicas são capazes de tramar estas coisas, são capazes de tramar coisais piores. Não podemos ficar fazendo política, mas, temos que ficar de olho na política. Eles são nossos empregados, trabalham para nós.

Os deputados são nossos representantes. Usar o povo só em período de eleição? Aquele povo que troca voto por uma dentadura! O sorriso que queremos é definitivo! Queremos jovens com oportunidade de trabalho, estudo. Quando trabalhamos problemas educacionais criminalidade vai embora. Assim como com emprego... assim, criminalidade vai embora.

Não é fácil a vida de um assalariado. Nosso povo sofre, não tem transporte digno! O Brasil precisa mudar. Existem muitas coisas boas sendo feitas pelo país afora, mas, existe muita porcalhada embaixo do tapete. Proclamar a independência é reassumir a cidadania. "Eu te elegi e não vou tirar olhos de você".

"A política é uma das formas mais elaboradas de caridade", dizia Santo Agostinho. Aquele que tem poder usa para quem não tem e distribui aquilo que é direito. Queremos nosso direito de cidadão. É vida que você merece viver bem. Não há cristianismo sem comprometimento.

Não podemos ser o que fomos ontem. Processo de Deus é nos fazer evoluir, ir adiante.
Nosso projeto é chegar a esse brilho que é apagado porque trabalhamos nossa vida de jeito errado. Este é o dia em que temos que tomar consciência de tudo o que Deus precisa fazer em nossa vida. Nosso país e nós precisamos ser transformados! Ficamos indiferentes aos processos que estão do nosso lado.

Quando você fica indiferente, se fecha na sua história. Nunca diga que você não tem nada com isso. Pode respingar em você! Aquilo que não dá certo na casa do outro pode repercutir na sua vida. Nós estamos interligados mesmo sem saber porque. Pessoa que passou pela sua vida pode ter influência sobre você. Pode ser que mais cedo ou mais tarde você precise daquela pessoa. Estamos interligados e não podemos nos esquecer do nosso compromisso com a bondade. Jesus enquanto pôde fez o bem.

'Não podemos nos esquecer de que nosso compromisso é com a bondade', exorta
Foto: Robson Siqueira


De alguma maneira alguém bate à porta da nossa vida, da nossa história. Nós não sabemos o dia de amanhã, então só nos resta viver bem o dia de hoje, construir pontes ao invés de barricadas. Passe pela vida do outro de um jeito certo. Às vezes temos somente uma oportunidade de passar por uma pessoa. Ela pode até não saber quem eu sou, mas, eu sei.

Não podemos viver pelo outro, mas a parte que podemos fazer não podemos abrir mão. Tenho pedido a Deus a graça de amadurecer para perceber o que eu posso fazer pelo outro.

Preste atenção nesta frase de um poeta: "Estamos todos na lama, mas, alguns de nós resolvemos olhar para as estrelas". São estes que mudam o mundo, que fazem as coisas acontecerem. Estas pessoas completam sacrifício de Jesus na carne. Chega de contendas. Já tem guerra demais neste mundo.

Precisamos lutar pela paz, pela harmonia... acender luz para quem não tem... Proclame a independência! Assim como os santos da Igreja, os santos dos nossos dias. È isso que precisamos. Independência de hoje depende de nós. Precisamos ter fé, acreditar que pode ser diferente. Cristão que é cristão não fica parado, fica na direção do futuro.

Transcrição e adaptação: Danusa Rego

Fonte : Canção nova 

domingo, 6 de setembro de 2009

O desafio das seitas

É muito bom meus irmãos poder lembrar que logo que nossos colonizadores chegaram aqui no Brasil, eles foram dando nomes de santos a algumas coisas que encontravam. Por isso é triste hoje vermos algumas propostas de se retirar os símbolos religiosos das repartições públicas, dos lugares públicos, será que seremos obrigados a tirar o Cristo Redentor do Rio de Janeiro? Será que deixaremos que arranquem as nossas raízes católicas? Isso vai depender de nós!

Martin Luther King, pastor protestante dizia: “Eu não tenho medo dos maus, eu tenho medo do silêncio dos bons”, e é certo que não podemos deixar que os maus pela omissão dos bons tomem conta de tudo. O Papa Leão XIII dizia também: “A audácia dos maus se alimenta da covardia dos bons”. Não podemos nos calar diante do que estão querendo fazer com nossa fé.

A nossa terra de Santa Cruz nasceu católica e muito sangue foi derramado nesta terra para que o catolicismo se concretizasse aqui. O primeiro Bispo que chegou ao Brasil foi mártir e muitos morreram aqui, enfrentando os índios, as doenças e outros perigos. Lembro de um massacre em 1630 onde os holandeses calvinistas invadiram uma região do Brasil e assassinaram um padre chamado André de Soveral e mais 70 pessoas, porque eram católicos e estavam celebrando a Missa.

Também lembro um outro martírio quando mataram o padre Inácio de Azevedo e seus trinta e nove companheiros jesuítas. Em todos os lugares onde a semente do Evangelho foi lançada no solo ela teve que ser regada com o sangue dos mártires. Hoje, para nós chega a ser “fácil” viver o catolicismo. Precisamos prestar uma homenagem a tantos missionários e padres que vieram de suas pátrias para implantar o Evangelho no nosso Brasil, terra de Santa Cruz.

Prestemos uma homenagem a estes que vieram para o Brasil e morreram nesta terra, muitas vezes sem voltar nunca mais para sua pátria. Eu cito alguns que vieram para cá deixando tudo, padre Hugo Greco, salesiano, um outro padre Júlio Comba que morreu há 2 anos atrás, vindo da Itália. O terceiro padre que quero lembrar é o padre Renodem, padre francês que está em processo de beatificação, porque morreu em santidade. Por isso que este país é chamado terra de Santa Cruz, não só porque Cabral foi dando nomes de santos a algumas coisas, mas porque muitos deram seu sangue, seu suor, nesta terra.

João Paulo II diz em uma de suas cartas que surgem seitas que fazem ruir a estrutura de fé de muitas nações e ainda diz em outra de suas cartas diz que a expansão das seitas constituem uma ameaça para a Igreja católica. Em 1990 o CELAM (Conselho Episcopal Latino Americano) disse que existe um movimento chamado “Amanhecer” que tem como objetivo descristianizar o continente americano, ou seja, acabar com o cristianismo.

E o Papa João Paulo II diz também quais são os cinco pontos em que as seitas atacam a Igreja Católica, o primeiro é o ataque a eucaristia, o interessante é que um dia destes encontrei um folheto na rua onde estavam chamando a eucaristia de “o biscoito da morte”, aquilo para nós que é o Pão da Vida. O segundo ponto é o culto a Virgem Santíssima, porque sabem que a Virgem Santíssima é a mãe do Brasil e da América, cada nação latino americana tem sua devoção a Nossa Senhora. O terceiro ponto é o ataque ao Papa, como se o Papa não estivesse recebido em Pedro o primado da Igreja, as seitas querem destruir o primado de Pedro na Igreja porque sabem que Pedro foi constituído Papa por Jesus Cristo, as seitas sabem que é preciso quebrar no coração do povo o amor ao Papa. O quarto ponto de ataque é a estrutura hierárquica da Igreja e o último ponto que o Papa coloca são os sinais exteriores da fé que o povo precisa e gosta, porque somos seres humanos e precisamos também destes sinais.
E o Papa pergunta aos Bispos: “Será que as seitas não tomaram conta de parte do Brasil, da América e da Igreja porque nós escondemos o Sagrado?”. Nós vimos que em alguns lugares muitos se preocuparam muito com o social, com a política e esqueceram o Sagrado, deixando o povo a míngua com uma catequese insuficiente. Muitas pessoas chegam até ao indiferentismo religioso, porque buscaram curas em diversas igrejas e por não receberem se revoltaram contra Deus. O povo de Deus não quer uma Igreja Católica política, mas sim uma Igreja que traga sua identidade, sua espiritualidade. O Papa pede que as músicas, suas melodias, o ministério da Palavra sejam utilizados para conduzir o povo a Deus, a oração. Muita gente só vai a missa aos domingos e querem uma homilia firme, que alimente sua fé e algumas vezes vemos padres pregando uma homilia vazia, sem saber direito o que quer dizer, por isso quando encontram um pastor protestante pregando sua fé convicta mudam de igreja.

Meus irmãos as simples vestes de um religioso já dizem para nós de Deus, se vemos uma irmãzinha com seu hábito já nos remete a Deus. O Papa pede uma evangelização ousada, nós precisamos usar de novos métodos, não podemos andar de carro de boi no asfalto, o asfalto é para se andar a 100 quilômetros por hora e não com carro de boi. O Papa pede um novo rosto da Igreja e isso já acontece com as novas comunidades, pessoas que entregam sua vida inteira em prol da evangelização, da missão.

O Papa quer ouvir com alegria bater os sinos da Igrejas chamando o povo a rezar, mas ele diz que muitos sinos emudeceram. Meus irmãos na idade média, quando não se tinha microfone, como se chamava o povo? Com os sinos! Assim que se chamava o povo, os sinos se tornaram um simbolo da fé. O Papa diz aos Bispos, “Não está havendo uma certa acomodação em buscar as ovelhas que se afastaram? Não é uma ou outra que vai se perdendo, mas uma parte do rebanho que foi embora”.

Hoje nós não podemos esperar as ovelhas virem para as paróquias, mas as paróquias devem ir às ovelhas. O Papa nos convoca como Igreja a buscar estas ovelhas que eram católicas e estão perdidas por aí. Devemos ser uma Igreja que vai ao encontro do povo, em um trabalho permanente e respeitoso, mas sempre presente dispostos a buscar estas ovelhas. Eu noto que uma das principais razões que muitas ovelhas deixam as Igrejas é a falta de uma acolhida e estas chegam a outras igrejas e são acolhidas.
"Hoje nós não podemos esperar as ovelhas virem para as paróquias, mas as paróquias devem ir às ovelhas", diz Prof. Felipe
Foto: Wesley Almeida

Meus irmãos vamos abrir os olhos para isso que o Papa chama de ministério da acolhida, a paróquia não pode ser simplesmente um escritório de serviços religiosos, onde as pessoas vão somente marcar batismo, casamento e muitas vezes saem de lá bravas porque não foram bem acolhidas. Nós para ganharmos uma pessoa para Deus precisamos ganhar primeiro para gente. Um dia Madre Teresa encontrou um homem caído na rua que tinha até bichos em suas feridas, cuidou dele e levou para a casa, e aquele homem que era hindu perguntou: “Madre porque a senhora está cuidando de mim que sou hindu?” e ela respondeu: “Porque eu amo Jesus e Jesus te ama” e aquele homem disse: “Eu também amo Jesus!”.

Nós precisamos ter novos métodos, nova expressão e novo ardor para fazer esta nova evangelização. O Papa fala também sobre o ecumenismo dizendo que não é querer mudar o nosso credo, querer aceitar outras coisas que não são da nossa fé. Ele diz que a inculturação do Evangelho não é uma adaptação mais ou menos oportuna dos valores do ambiente, mas uma verdadeira purificação da cultura e a remissão dela. Algumas teologias e manias querem que o Evangelho se adapte a cultura e não a cultura se adapte ao Evangelho.

Hoje há um sincretismo religioso, isso é um crime, pois quantos e quantos cristãos entregaram suas vidas para não abrirem mão da pureza da nossa fé católica. O Papa diz também que as coisas precisam ser feitas na lei e que a Igreja não pode fomentar a invasão das terras, pois isso esta fora da lei, pois se não meus irmãos entramos em uma anarquia como vemos por aí muitas vezes, um derramamento de sangue sem fim.

Transcrição e adaptação: Flávio Pinheiro

Fonte : cancão nova 

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

COMISIÓN TEOLÓGICA INTERNACIONAL

LA ESPERANZA DE SALVACIÓN
PARA LOS NIÑOS QUE MUEREN SIN BAUTISMO


A questão do destino das crianças que morrem sem ter recebido o batismo foi abordado, tendo em conta o princípio da hierarquia das verdades, no âmbito do plano salvífico de Deus universal, a singularidade ea natureza intransponível da mediação Cristo, a natureza sacramental da Igreja para a salvação ea realidade do pecado original. Na situação atual de relativismo cultural e pluralismo religioso, aumenta o número de crianças não batizadas de forma significativa. Nesta situação se torna mais urgente a reflexão sobre a possibilidade de salvação para estas crianças. A Igreja está consciente de que esta salvação só pode ser alcançada em Cristo através do Espírito. Mas ele não pode renunciar a reflectir, como mãe e professora, sobre o destino de todos os seres humanos criados à imagem de Deus e, em particular os mais fracos e aqueles que ainda não têm o uso da razão e liberdade.


Mais em : www.vatican.it

Fonte: Vatican.it

Memória e Reconciliação: a Igreja e as culpas do passado (7 de Março de 2000)

NOTA PRELIMINAR
O estudo do tema "A igreja e as culpas do passado" foi proposto à Comissão Teológica Internacional pelo seu Presidente, Cardeal J. Ratzinger, tendo em vista a celebração do Jubileu do ano 2000. Para preparar este estudo foi constituída uma subcomissão composta pelo Rev. Christopher Begg, Mons. Bruno Forte (presidente), Rev. Sebastian Karotemprel S.D.B., Mons. Roland Minnerath, Rev. Thomas Norris, Rev. Rafael Salazar Cardenas M.Sp.S. e Mons. Anton Strukelj. As discussões gerais sobre este tema desenrolaram-se em inúmeros encontros da subcomissão e durante as sessões plenárias da mesma Comissão Teológica Internacional, que tiveram lugar em Roma em 1998 e 1999. O presente texto foi aprovado sob forma specifica com voto por escrito da Comissão, e, em seguida, apresentado ao seu presidente, Cardeal J. Ratzinger, Perfeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que deu a sua aprovação para publicação.

INTRODUÇÃO
A bula de proclamação do Ano Santo de 2000, Incarnationis mysterium (29 de Novembro de 1998), aponta entre os sinais "que oportunamente podem servir para viver com maior intensidade a insigne graça do jubileu", a purificação da memória. Esta consiste no processo destinado a libertar a consciência pessoal e colectiva de todas as formas de ressentimento ou violência que a herança de culpas do passado pode haver deixado, mediante uma renovada avaliação histórica e teológica dos acontecimentos implicados que conduza - se for esse o resultado - ao correspondente reconhecimento de culpa e contribua para um real caminho de reconciliação. Semelhante processo pode incidir de modo significativo no presente, justamente porque as culpas passadas fazem frequentemente sentir ainda o peso das suas consequências e permanecem como outras tantas tentações também hoje.
Enquanto tal, a purificação da memória requer "um acto de coragem e humildade para reconhecer as faltas cometidas por quantos tiveram e têm o nome de cristãos", e funda-se na convicção de que "por causa daquele vínculo que nos une uns aos outros no corpo místico, todos nós, não tendo embora responsabilidade pessoal por isso e sem nos substituirmos ao juízo de Deus - o único que conhece os corações -, carregamos o peso dos erros e culpas dos que nos precederam". João Paulo II acrescenta: "Como sucessor de Pedro, peço que neste ano de misericórdia a Igreja, fortalecida pela santidade que recebe do seu Senhor, se ajoelhe diante de Deus e implore o perdão para os pecados passados e presentes dos seus filhos." (1) Para confirmar que "os cristãos são convidados a assumir, perante Deus e os homens ofendidos pelos seus comportamentos, as faltas que cometeram", o Papa conclui: "Façam-no sem nada pedir em troca, animados apenas pelo 'amor de Deus [que] foi derramado em nossos corações' (Rm 5,5)." (2)
Os pedidos de perdão feitos pelo Bispo de Roma neste espírito de autenticidade e gratuidade, suscitaram diversas reacções: a incondicional confiança que o Papa demonstrou ter no poder da Verdade encontrou acolhimento geralmente favorável, dentro e fora da comunidade eclesial. Não poucos sublinharam a acrescida credibilidade das declarações eclesiais em consequência deste comportamento. Não faltaram, porém, algumas reservas, expressão sobretudo da apreensão ligada a particulares contextos históricos e culturais, em que a mera admissão de faltas cometidas pelos filhos da Igreja poderia assumir o significado de uma cedência perante as acusações de quem lhe é preconceituosamente hostil. Entre consenso e apreensão, adverte-se para a necessidade de uma reflexão que esclareça as razões, condições e exacta configuração dos pedidos de perdão relativos às culpas do passado. Desta necessidade entendeu encarregar-se a Comissão Teológica Internacional, na qual estão representadas diferentes culturas e sensibilidades no interior da única fé católica, elaborando o presente texto. Nele é oferecida uma reflexão teológica acerca das condições de possibilidade dos actos de "purificação da memória", ligados ao reconhecimento das culpas do passado.
As questões a que se procura responder são: Porquê efectuar tais actos? Quais os seus sujeitos adequados? Qual o seu objecto e como é ele determinado, conjugando correctamente juízo histórico e juízo teológico? Quais são os destinatários? Quais as implicações morais? E quais os possíveis efeitos na vida da Igreja e na sociedade? O objectivo do texto não é, portanto, levar a exame casos históricos particulares, mas clarificar os pressupostos que tornam fundado o arrependimento relativo a culpas passadas.
O haver precisado, desde o início, o género de reflexão aqui apresentada clarifica também aquilo a que nos referimos quando se fala da Igreja: não se trata nem só da instituição histórica, nem apenas da comunhão espiritual dos corações iluminados pela fé. Por Igreja entender-se-á sempre a comunidade dos baptizados, inseparavelmente visível e operante na história sob a direcção dos pastores, e unificada na profundidade do seu mistério pela acção do Espírito vivificante; aquela Igreja que - segundo as palavras do concílio Vaticano II - "por uma não fraca analogia é comparada ao mistério do Verbo incarnado. Pois, assim como a natureza assumida serve ao Verbo divino de instrumento vivo de salvação, a Ele indissoluvelmente unido, de modo semelhante a estrutura social da Igreja serve ao Espírito de Cristo, que a vivifica, para o crescimento do corpo (cf. Ef 4,16)" (LG 8). Esta Igreja - que abraça os seus filhos do passado, assim como os do presente, numa real e profunda comunhão - é a única Mãe na Graça que carrega em si o peso das culpas também passadas para purificar a memória e viver a renovação do coração e da vida segundo a vontade do Senhor.Pode fazê-lo porquanto Jesus Cristo - de que é o Corpo misticamente prolongado na história - assumiu em si, de uma vez por todas, os pecados do mundo.
A estrutura do texto reflecte as questões colocadas: faz primeiramente uma breve revisitação histórica do tema (cap. I), para poder indagar, depois, os fundamentos bíblicos (cap. II) e aprofundar as condições teológicas dos pedidos de perdão (cap. III). A precisa conjugação de juízo histórico e juízo teológico é elemento decisivo para chegar a asserções correctas e válidas, que dêem adequadamente conta dos tempos, dos lugares e dos contextos em que se situam os actos considerados (cap. IV). Às implicações morais (cap. V), pastorais e missionárias (cap. VI) destes actos de arrependimento relativos às culpas do passado, são dedicadas as considerações finais, que têm naturalmente um valor específico para a Igreja católica. Mas a consciência de que a exigência de reconhecer as culpas próprias tem razão de ser para todos os povos e para todas as religiões, faz-nos desejar que as reflexões propostas ajudem todos a avançar pelo caminho da verdade, do diálogo fraterno e da reconciliação.
Para concluir esta introdução, não será inútil mencionar de novo a finalidade última de todo o possível acto de "purificação da memória" levado a cabo pelos crentes, pois também ele inspirou o trabalho da Comissão: trata-se da glorificação de Deus, porque viver na obediência à Verdade divina e às suas exigências leva a confessar, juntamente com as nossas culpas, a misericórdia e justiça eternas do Senhor. A confessio peccati - sustentada e iluminada pela fé na Verdade que liberta e salva (confessio fidei) - torna-se confessio laudis dirigida a Deus, na presença de quem apenas é possível reconhecer as culpas do passado assim como as do presente, para nos deixarmos reconciliar n'Ele e com Ele em Jesus Cristo, único Salvador do mundo, e tornarmo-nos capazes de oferecer o perdão a quantos tivermos ofendido. Esta oferta de perdão surge particularmente significativa se pensarmos em tantas perseguições sofridas pelos cristãos ao longo da história. Nesta perspectiva, os actos realizados e pedidos pelo Papa, em relação às culpas do passado, apresentam valor exemplar e profético, quer para as religiões quer para os governos e as nações, para além da Igreja católica que poderá, desse modo, ser ajudada a viver de maneira mais eficaz o grande Jubileu da incarnação como acontecimento de graça e de reconciliação para todos.
1. O PROBLEMA: ONTEM E HOJE
1.1. Antes do Vaticano II
O Jubileu foi sempre vivido na Igreja como um tempo de alegria pela salvação dada em Cristo e como ocasião privilegiada de penitência e reconciliação pelos pecados presentes na vida do povo de Deus. Desde a sua primeira celebração, com Bonifácio VIII, no ano de 1300, a peregrinação penitencial ao túmulo dos Apóstolos Pedro e Paulo está associada à concessão de uma indulgência excepcional para obter, com o perdão sacramental, a remissão total ou parcial das penas temporais devidas aos pecados.(3) Neste contexto, quer o perdão sacramental quer a remissão das penas revestem-se de carácter pessoal. Ao longo do "ano do perdão e da graça",(4) a Igreja dispensa de modo particular o tesouro de graças que Cristo constituiu em seu favor.(5) Em nenhum dos jubileus celebrados até hoje, porém, houve uma tomada de consciência das eventuais culpas do passado da Igreja, nem da necessidade de pedir perdão a Deus por comportamentos do passado próximo ou remoto.
Deste modo não se encontram, em toda a história da Igreja, precedentes de pedidos de perdão relativos a culpas do passado, que tenham sido formulados pelo Magistério. Os concílios e os decretos papais sancionavam, é certo, os abusos de que fossem dados como culpados clérigos ou leigos, e não eram poucos os pastores que se esforçavam sinceramente por os corrigir. Foram, porém, raríssimas as ocasiões em que as autoridades eclesiais - papas, bispos ou concílios - reconheceram abertamente as culpas ou os abusos de que fossem culpados eles próprios. Um exemplo célebre é dado pelo papa reformador Adriano VI que reconhecia publicamente numa mensagem à Dieta de Nuremberga, em 25 de Novembro de 1522, "as abominações, os abusos […] e a prevaricações" de que era culpada a "corte romana" do seu tempo, "doença […] profundamente radicada e propagada" que se estendia "da cabeça aos membros".(6) Adriano VI lamentava as culpas contemporâneas, precisamente as dos seu imediato predecessor, Leão X, e da sua cúria, sem, no entanto, lhe associar um pedido de perdão.
Será necessário esperar por Paulo VI para ver um Papa exprimir um pedido de perdão dirigido quer a Deus quer a um grupo de contemporâneos. No discurso de abertura da 2ª sessão do Concílio, o Papa "pede perdão a Deus […] e aos irmãos separados" do Oriente que se sentirem ofendidos "por nós" (Igreja católica), e declara-se pronto, da sua parte, a perdoar as ofensas recebidas. Na perspectiva de Paulo VI o pedido e a oferta de perdão diziam unicamente respeito ao pecado da divisão entre cristãos e pressupunham reciprocidade.
1.2. Ensinamento do Concílio
O Vaticano II coloca-se na mesma perspectiva de Paulo VI. Pelos erros cometidos contra a unidade - afirmam os Padres conciliares - "pedimos perdão a Deus e aos irmãos separados, assim como também perdoamos àqueles que nos ofenderam" (UR 7). Para além dos erros contra a unidade, o Concílio assinala outros episódios negativos do passado, nos quais os cristãos tiveram responsabilidade. Desse modo, "deplora certas atitudes de espírito que não faltaram mesmo entre os cristãos", que puderam fazer pensar numa oposição entre ciência e fé (GS 36). Considera, igualmente, que "na génese do ateísmo", os cristãos podem ter tido "uma certa reponsabilidade", na medida em que com a sua negligência "antes esconderam do que revelaram o autêntico rosto de Deus e da religião" (GS 19). Além disso, o Concílio "deplora" as perseguições e manifestações de anti-semitismo levadas a cabo "seja em que tempo for e seja por quem for" (NA 4). Contudo, o Concílio não associa um pedido de perdão aos factos citados.
Do ponto de vista teológico, o Vaticano II distingue entre a indefectível fidelidade da Igreja e as fraquezas dos seus membros, clérigos ou leigos, ontem como hoje (GS 43 §6), e, portanto, entre ela, Esposa de Cristo "sem mancha nem ruga […] santa e imaculada" (cf. Ef 5,27), e os seus filhos, pecadores redimidos, chamados à permanente metanoia, à renovação no Espírito Santo. "A Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação" (LG 8).(7)
O Concílio elaborou, ainda, alguns critérios de discernimento relativamente à culpabilidade ou à responsabilidade dos vivos pelos erros passados. De facto, mencionou, em dois contextos diferentes, a não imputabilidade aos contemporâneos dos erros cometidos no passado por membros da sua comunidade religiosa:
- "Tudo quanto foi perpretado na paixão (de Cristo), não pode ser imputado indistintamente a todos os judeus que então viviam, nem aos judeus do nosso tempo." (NA 4)
- "Comunidades não pequenas separaram-se da plena comunhão da Igreja católica, algumas não sem culpa dos homens de um e outro lado. Aqueles, porém, que agora nascem em tais comunidades e são instruídos na fé de Cristo, não podem ser acusados do pecado da separação, e a Igreja católica abraça-os com fraterna reverência e amor." (UR 3)
Ao primeiro Ano Santo celebrado depois do Concílio, em 1975, Paulo VI deu como tema "renovação e reconciliação",(8) precisando, na exortação apostólica Paterna cum benevolentia, que a reconciliação deveria, antes de mais, realizar-se entre os fiéis da Igreja católica.(9) Tal como, nas suas origens, o Ano Santo permanecia ocasião de conversão e reconciliação dos pecadores com Deus mediante a economia sacramental da Igreja.
1.3. Os pedidos de perdão de João Paulo II
João Paulo II não apenas renova o pesar pelas "dolorosas memórias" que marcam a história das divisões entre cristãos, como haviam feito Paulo VI e o concílio Vaticano II,(10) mas estende também o pedido de perdão a uma multitude de factos históricos nos quais a Igreja enquanto instituição ou grupos particulares de cristãos estiveram implicados a diferentes títulos.(11) Na carta apostólica Tertio millenio adveniente (cf. TMA 33-36), o Papa alegra-se que o Jubileu do Ano 2000 seja ocasião para uma purificação da memória da Igreja de "todas as formas de contratestemunho e de escândalo" que aconteceram ao longo do milénio passado (cf. TMA 33).
A Igreja é convidada a "assumir com maior consciência o peso do pecado dos seus filhos". Ela "reconhece sempre como próprios os filhos pecadores" e incita-os a "purificarem-se, pelo arrependimento, de erros, infidelidades, incoerências, retardamentos" (TMA 33). A responsabilidade dos cristãos nos males do nosso tempo é, de igual modo, evocada (cf. TMA 36), embora o acento seja colocado particularmente na solidariedade da Igreja de hoje com os erros passados, alguns dos quais são explicitamente mencionados, como a divisão entre os cristãos (cf. TMA 34), ou "os métodos de violência e intolerância" utilizados no passado para evangelizar (cf. TMA 35).
O próprio João Paulo II estimula o aprofundamento teológico acerca do peso dos erros do passado e sobre o eventual pedido de perdão aos contemporâneos(12) quando, na exortação Reconciliatio et paenitentia, afirma que no sacramento da penitência "o pecador se encontra só perante Deus com a sua culpa, o seu arrependimento e a sua confiança. Ninguém se pode arrepender em seu lugar ou pedir perdão em seu nome" (n. 31). O pecado é, pois, sempre pessoal, mesmo se fere toda a Igreja que, representada pelo sacerdote ministro da penitência, é mediadora sacramental da graça que reconcilia com Deus. Também as situações de "pecado social" - que se verificam no interior das comunidades humanas quando a justiça, a liberdade e a paz são lesadas - "são sempre fruto, acumulação e concentração de pecados pessoais". No momento em que a responsabilidade moral se diluísse em causas anónimas, não se poderia falar de pecado social senão por analogia (cf. RP 16). Daí resulta que a imputabilidade de uma culpa não possa ser estendida para lá do grupo de pessoas que nela consentiram voluntariamente, mediante acções ou omissões, ou por negligência.
1.4. Questões que se colocam
A Igreja é uma sociedade viva que atravessa os séculos. A sua memória não é apenas constituída pela tradição que remonta aos Apóstolos, normativa para a sua fé e a sua própria vida, mas é também rica na variedade de experiências históricas, positivas ou negativas, que ela viveu. O passado da Igreja estrutura em larga medida o seu presente. A tradição doutrinal, litúrgica, canónica, ascética alimenta a vida própria da comunidade crente, oferecendo-lhe um incomparável mostruário de modelos a imitar. Ao longo de toda a peregrinação terrena, no entanto, o grão bom permanece sempre misturado com o joio, a santidade está lado a lado com a infidelidade e o pecado (cf. Mt 13,24-30.36-43).(13) E é assim que a recordação dos escândalos do passado pode criar obstáculos ao testemunho da Igreja de hoje, e o reconhecimento dos erros cometidos pelos filhos da Igreja de ontem pode favorecer a renovação e reconciliação no presente.
A dificuldade que se apresenta é a de definir os erros passados, devido, antes de mais, ao juízo histórico que isso exige, porque naquilo que aconteceu é sempre distinta a responsabilidade ou a culpa que se pode atribuir aos membros da Igreja enquanto crentes, daquilo que é relativo à sociedade dos séculos chamados "de cristandade" ou às estruturas de poder nas quais o temporal e o espiritual estavam então intimamente entrelaçados. Uma hermenêutica histórica é, portanto, tanto mais necessária para fazer uma adequada distinção entre a acção da Igreja enquanto comunidade de fé e a da sociedade, nas épocas de osmose entre ambas.
Os passos dados por João Paulo II para pedir perdão pelos erros do passado foram entendidos em inúmeros ambientes, eclesiais e não, como sinais de vitalidade e autenticidade da Igreja, assim como para reforçar a sua credibilidade. É justo, aliás, que a Igreja contribua para modificar imagens de si falsas e inaceitáveis, particularmente em domínios em que, por ignorância ou má-fé, alguns sectores de opinião se comprazem em identificá-la com o obscurantismo ou a intolerância. Os pedidos de perdão formulados pelo Papa também suscitaram um estímulo positivo no âmbito eclesial e para lá dele. Chefes de Estado ou de governo, sociedades privadas e públicas, comunidades religiosas pedem actualmente perdão por episódios ou períodos históricos assinalados por injustiças. Esta prática é tudo menos retórica, tanto que alguns hesitam em dar-lhe acolhimento, calculando os custos consequentes - entre outros no plano judicial - a um reconhecimento de solidariedade com erros passados. Também deste ponto de vista, é urgente, pois, um rigoroso discernimento.
Não faltam, todavia, fiéis desconcertados, porquanto a sua fidelidade à Igreja parece ficar abalada. Alguns interrogam-se como transmitir o amor da Igreja às jovens gerações se essa mesma Igreja é acusada de crimes e pecados. Outros observam que o reconhecimento dos erros é no mais das vezes unilateral e é explorado pelos detractores da Igreja, satisfeitos por a verem confirmar preconceitos que têm a seu respeito. Outros, ainda, chamam a atenção para o perigo de se culpabilizarem arbitrariamente as actuais gerações de crentes por faltas a que não deram a sua anuência de modo nenhum, embora se declarem prontos a assumir a sua responsabilidade na medida em que grupos humanos se sintam ainda hoje tocados pelas consequências de injustiças cometidas pelos seus predecessores noutros tempos. Alguns, também, julgam que a Igreja poderá purificar a sua memória a respeito dos actos ambíguos nos quais esteve implicada no passado, simplesmente tomando parte no trabalho crítico sobre a memória desenvolvido na nossa sociedade. Desse modo, ela poderia afirmar que partilha com os seus contemporâneos a recusa daquilo que a consciência moral actual reprova, sem se propor como única culpada e responsável dos males do passado, e procurando, ao mesmo tempo, o diálogo no recíproco entendimento com quantos se sintam ainda hoje feridos por actos passados imputáveis aos filhos da Igreja. Por fim, deve esperar-se que alguns grupos possam reclamar um pedido de perdão nos seus confrontos, ou por analogia com outros ou porque julgam ter sofrido injustiças. Em todo o caso, a purificação da memória não poderá de modo algum significar que a Igreja renuncie a proclamar a verdade revelada que lhe foi confiada, quer no campo da fé quer no da moral.
Apresentam-se, assim, diversas interrogações: pode-se investir a consciência actual de uma "culpa" associada a fenómenos históricos irrepetíveis, como as cruzadas ou a inquisição? Não é mesmo demasiado fácil julgar os protagonistas do passado com a consciência actual (como faziam os escribas e fariseus, segundo Mt 23,29-32), como se a consciência moral não estivesse situada no tempo? E, por outro lado, pode porventura negar-se que o juízo ético está sempre em jogo, pelo simples facto de que a verdade de Deus e suas exigências morais têm valor permanente? Qualquer que seja a atitude a adoptar, ela deverá ter em conta estas questões, e procurar respostas que sejam fundadas na revelação e na sua transmissão viva na fé da Igreja. A questão prioritária é, assim, a de esclarecer em que medida os pedidos de perdão pelos erros do passado, sobretudo se dirigidos a grupos humanos de hoje, se situam no horizonte bíblico e teológico da reconciliação com Deus e com o próximo.

Se você desejar saber mas acesse : http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/cti_documents/rc_con_cfaith_doc_20000307_memory-reconc-itc_po.html

Fonte: Vatican.it

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Quem é o 666? A besta do Apocalise?

O número da Besta (Ap 13, 18)

Aproveitando do simbolismo dos números dos antigos, S. João designou o perseguidor dos cristãos (figurado como uma besta) dizendo que o nome desse homem tem o valor numérico de 666. Para os antigos as letras tinham valor numérico, como por exemplo no alfabeto romano (I=1; II=2; V=5; C=100; D=500; M=1000; ...), e a soma dos números correspondentes a cada letra de um nome dava o valor numérico desse nome. Qual é, então, para o autor sagrado do Apocalipse, o nome cujas letras somadas dão o total de 666? Note´se que não se deve procurar tal nome entre os latinos ou na história posterior a São João, uma vez que os leitores do Apocalipse estavam na Ásia Menor, e alí se falava o grego e não o latim; e só conheciam os acontecimentos do seu passado e do seu presente. É para esses leitores que S. João queria transmitir uma mensagem, na forma que pudessem compreender. Portanto, não tem a menor base científica, a hostil e grosseira afirmação de alguns protestantes de que o nosso Papa é a besta do Apocalípse, ou que na sua tiara está escrito o número 666, já que aí está escrito “Viccarius Filii Dei” (= Vigário do Filho de Deus). Antes de mais nada é preciso lembrar que nenhum Papa se entitulou de “Vicarius Filii Dei”, mas sim de “Servo Servorum Dei”. Em segundo lugar, é uma expressão em latim, enquanto o Apocalípse, como já vimos, foi escrito para pessoas que não sabiam esta língua. Além do mais, o autor do Apocalípse fala do “número de um homem”(Ap 13, 18). Ora, “Vicarius Filii Dei”, não é nome de um homem, mas sim um título. Mais ainda, segundo o texto, esse homem de número 666, traz as seguintes características: “Foi lhe dado, também, a faculdade de proferir arrogâncias e blasfêmias... Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo e os habitantes do céu. Foi lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê´los.”(Ap 13,5s). Será que alguém, em sã consciência, teria a coragem de acusar os Papas de alguma dessas aberrações: proferir arrogâncias, blasfemar contra Deus, contra o tabernáculo, ou contra os anjos e santos? Só uma mente doentia ou mal intencionada poderia chegar a este desatino. O Papa é exatamente uma figura oposta à Fera de número 666 descrita no Apocalípse. É o pregoeiro da paz em todo o mundo; é o dedicado servo de Deus. Os estudiosos em exegese concluem que o 666 corresponde às letras da expressão César Nero (escrita em caracteres hebraicos, da direita para a esquerda)

N V R N R S Q

50 6 200 50 200 60 100 = 666

Caso se omita o Nun (N) final de Nero (n), dando´se a forma latina Nero ao nome, tem´se o total 666´50=616. Isto explicaria que alguns manuscritos do Apocalípse tenham 616 em vez de 666 Nero na verdade foi o tipo do perseguidor dos cristãos; foi o primeiro imperador romano a perseguir a Igreja desde o ano 64dC. E sua perseguição foi bárbara e cruel. Se fugirmos das normas sóbrias e científicas, podemos concluir, erradamente, que muitas pessoas podem ser tidas como a besta do Apocalípse. Assim por exemplo, a França teve mais de 16 reis com o nome de Luiz, em latim Ludovicus. Se fizermos a correspondência desse nome com os números, encontraremos o total de 666. Senão vejamos:

L U D O V I C U S

50 5 500 5 1 100 5 = 666

Em latim o U corresponde a V.

Então, seria o caso de se perguntar: qual o rei da França foi o 666, a besta do Apocalípse? Da mesma forma, até mesmo a fundadora do Adventismo, Hellen Gould White, que viveu no século passado, poderia ser a besta do Apocalípse:

H E L L E N G O U L D W H I T E

L+L=50 +50

V+L+D=5+50+500

V+V+I=5+5+1 Em latim o W vale como dois V. É claro que todas essas interpretações são falsas, uma vez que os fiéis da Ásia Menor, não poderiam entendê´las.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

 
Com o fim das perseguições e a promulgação dos editos de tolerância ao cristianismo, no início do século IV, o imperador Constantino ordenou escavações nos lugares da cella memoriae, onde os cristãos veneravam a memória do apóstolo São Paulo, decapitado entre 65 e 67, sob o império de Nero. Foi sobre esse túmulo, situado na via Ostiense, aproximadamente 2 km fora dos muros aurelianos que cercam Roma, que mandou erguer uma Basílica, consagrada pelo papa Silvestre em 324.
Reformada e ampliada entre 384 e 395, sob os impérios de Teodósio, Valentino II e Arcádio, e disposta num amplo plano em cinco naves instalado além de um pórtico de quatro faces, a Basílica não cessaria de ser objeto de aprimoramentos e acréscimos executados pelos papas ao longo dos séculos. Entre eles, citamos a imponente cinta de fortificação elevada como proteção contra as invasões no final do século IX, o campanário e a admirável porta bizantina do século XI, e ainda os mosaicos da fachada, de Pietro Cavallini, o belo claustro dos Vassalletto, o célebre baldaquino gótico de Arnolfo di Cambio e o candelabro pascal de Nicola d’Angelo e Pietro Vassalletto, do século XIII. Essa foi a era de ouro da maior basílica de Roma, superada apenas com a consagração da nova Basílica de São Pedro, em 1626. Meta sagrada de peregrinações da cristandade, a Basílica de São Paulo Fora dos Muros é famosa por suas obras de arte.
Na noite de 15 de julho de 1823, um incêndio destruiu esse testemunho único de épocas paleocristãs, bizantinas, do Renascimento e do Barroco. A basílica foi reconstruída idêntica ao que era antes, com a reutilização dos elementos poupados pelo fogo. Papa Gregório XVI, em 1840, consagraria o altar da Confissão e o transepto.
E os aprimoramentos continuavam. Em 1928, foi acrescentado o pórtico da 146 colunas. Nos dias de hoje, foi a vez do túmulo do Apóstolo vir à luz, ao mesmo tempo em que uma série de importantes reformas se beneficiam, como no passado, da generosidade dos cristãos de todas as partes do mundo.
A longa série de medalhões representa todos os papas da história, e foi iniciada sob o pontificado de Leão Magno, no século V, testemunhando de modo extraordinário o “primado reconhecido pelos fiéis de todos os lugares à grandíssima Igreja constituída em Roma pelos gloriosos apóstolos Pedro e Paulo” (Santo Irineu, século II).
São Paulo Fora dos Muros é um vasto complexo extraterritorial (Motu proprio do papa Bento XVI, 30 de maio de 2005), administrado por um Arcipreste, o cardeal Andrea Cordero Lanza di Montezemolo.
Além da Basílica papal, o conjunto compreende uma abadia beneditina muito antiga, restaurada por Odon de Cluny em 936, bastante atuante nos dias de hoje. Os monges beneditinos da antiquíssima abadia, edificada junto ao túmulo do Apóstolo pelo papa Gregório II (715-731), promovem o ministério da Reconciliação (ou Penitência) e a realização de eventos ecumênicos.
É na Basílica que se conclui todos os anos solenemente, no dia da conversão de São Paulo, 25 de janeiro, a Semana pela Unidade dos Cristãos.
O Santo Padre Bento XVI, em 28 de junho de 2007, esteve na Basílica para promulgar o “Ano Paulino”, com a finalidade de celebrar o Bimilenário do nascimento de São Paulo. O Ano Paulino irá de 28 de junho de 2008 a 29 de junho de 2009.

Fonte: www.vatican.it 

A confissão: o sacramento da humildade dos fiéis

“No nosso tempo, em que a fé, em vastas regiões da terra, corre o perigo de apagar-se como uma chama que já não recebe alimento...”. Foi assim que, na carta enviada a todos os bispos do mundo em 10 de março passado, Bento XVI descreveu a atual condição da fé. Pouco menos de um ano antes, falando aos participantes de um curso anual organizado pela Penitenciaria Apostólica, o Papa havia recorrido a expressões semelhantes, ao descrever o “apagar-se” da prática da confissão como sintoma da “desafeição” generalizada que se registra na Igreja em relação a esse sacramento.
A evocação da mesma imagem – do “apagar-se”, do esmorecimento – é por si só eloquente. O sacramento da confissão esmorece quando esmorece a fé.
A causa do esmorecimento da fé pode ser a liberdade do homem, quando, como no caso do jovem rico, uma pessoa diz não à atração amorosa da graça. Mas, ante o apagar-se da fé em vastas regiões da terra, a exigência primordial é de oração, uma vez que, “em se tratando de fé, o grande comandante é Deus, pois Jesus disse: ninguém vem a mim se meu Pai não o atrai”. Palavras de João Paulo I.
Tendo constatado que a principal causa do apagar-se do sacramento da confissão é o apagar-se da fé, podemos acrescentar que também contribuiu para o esmorecimento da prática desse sacramento o fato de a vida das comunidades cristãs ter mais como centro os grandes eventos que o cotidiano. E o cotidiano é feito de oração (“a pequena oração da manhã” e “a pequena oração da noite”, como o papa Bento XVI lembrou recentemente às crianças) e do perdão de nossas faltas. “Quotidie petitores, quotidie debitores” (Santo Agostinho). Devemos rezar todos os dias, devemos ser perdoados todos os dias. O Concílio Ecumênico Vaticano II, na Lumen gentium, observa que é justamente “nas condições ordinárias da vida familiar e social, pelas quais sua existência é como que tecida” que os fiéis “manifestam Cristo aos outros, especialmente pelo testemunho de sua vida resplandecente em fé, esperança e caridade” (nº 31).
Também o fato de já não sermos lembrados da trágica possibilidade de cometer o pecado de sacrilégio quando tomamos indignamente a comunhão (cfr. 1Cor 11, 27-32) pode ser outro motivo do esmorecimento da prática da confissão. Constatamos, com dor, que o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica já não fala do pecado de sacrilégio que cometemos quando omitimos propositalmente um pecado mortal na confissão ou quando tomamos a comunhão indignamente, ou seja, em pecado mortal.
Quando a acusação dos pecados é “humilde, completa, sincera, prudente e breve”, como aprendemos quando crianças no Catecismo de São Pio X, recebemos no sacramento da confissão, com o perdão, também a graça da humildade. Assim, a confissão é vivida como o sacramento da humildade dos fiéis, que torna possível tomar dignamente o sacramento da humildade do Senhor, de acordo com a fantástica definição que o Papa deu da eucaristia, “santíssimo e humilíssimo sacramento”.
A seção “Nova et vetera” reapresenta o artigo dedicado por Stefania Falasca ao frade capuchinho Leopoldo Mandic, santo confessor, em janeiro de 1999.
Quem se confessava com padre Leopoldo aprendia que não é preciso acrescentar discursos à acusação dos próprios pobres pecados (normalmente, confessar-se com padre Leopoldo era algo extremamente rápido): o simples fato de ajoelhar-se para confessar com sinceridade contém a dor necessária e suficiente para receber a absolvição.
Fonte: 30giorni

Freiras da Igreja Episcopal convertem-se ao catolicismo nos EUA

Após sete anos de oração e discernimento, uma comunidade de freiras da Igreja Episcopal (ramo americano do anglicanismo) e seu capelão serão recebidos na Igreja Católica Romana durante uma Missa celebrada no dia 3 de setembro pelo Arcebispo Edwin F. O’Brien.
O arcebispo acolherá as 10 freiras da Sociedade das Irmãs dos Pobres de Todos os Santos, lhes administrará o sacramento da confirmação e as irmãs renovarão seus votos de pobreza, castidade e obediência na capela de seu convento em Catonsville.
O capelão Padre Warren Tanghe também será recebido na Igreja e está discernindo a possibilidade de se tornar um sacerdote católico.
A Madre Christina Christie, superiora da comunidade religiosa, disse que as irmãs estão “muito entusiasmadas” com a adesão à Igreja Católica e que elas têm estudado com afinco os ensinamentos da Igreja há anos. Duas freiras que decidiram não se tornar católicas continuarão vivendo e trabalhando ao lado de suas irmãs católicas. As idades das freiras variam de 59 a 94.
“Para nós, esta é uma jornada de confirmação,” disse Madre Christina. “Sentimos que Deus estava nos conduzindo nesta direção há muito tempo”.
Usando hábitos completos e véus pretos com golas brancas que cobrem suas cabeças, as irmãs têm sido um farol visível de esperança em Catonsville por décadas.
O ramo americano de uma sociedade fundada na Inglaterra, a Irmãs dos Pobres de Todos os Santos chegaram a Baltimore em 1872 e residem na atual localização desde 1917.
Além de dedicar suas vidas a um regime rigoroso de oração diária, as irmãs oferecem retiros religiosos, visitam pessoas nos hospitais e mantêm um Scriptorium onde produzem cartões religiosos para inspirar outros na fé.
Ao longo se sua história, as irmãs trabalharam com os pobres de Baltimore como parte de seu carisma de hospitalidade. Parte deste trabalho incluiu o cuidado de crianças com necessidades especiais e pacientes com AIDS. Juntamente com a Igreja do Monte Calvário, uma paróquia da Igreja Episcopal em Baltimore, as irmãs fundaram um asilo chamado Joseph Richey House em 1987.
Ortodoxia e unidade foram as razões principais que atraíram as irmãs para a fé católica. Muitas delas ficaram perturbadas com a aprovação pela Igreja Episcopal da ordenação de mulheres, a ordenação de um bispo gay e com aquilo que elas consideram posições permissivas em questões morais.
“Nós ficávamos pensando que poderíamos ajudar sendo testemunhas da ortodoxia”, disse a Irmã Mary Joan Walker, arquivista da comunidade. Madre Christina disse que o esforço “não foi tão proveitoso como esperávamos que fosse”. “As pessoas que não nos conhecem olham-nos como se nós estivéssemos de acordo com o que está se passando (na Igreja Episcopal),” disse ela. “Ao permanecermos e sem nada fazermos, estávamos mandando uma mensagem equivocada”.
Antes de se decidirem pelo ingresso na Igreja Católica, as irmãs buscaram os grupos que se separaram da Igreja Episcopal e outras denominações cristãs. Madre Christina observou que as irmãs haviam cogitado independentemente unir-se a Igreja Católica sem que as outras soubessem. Quando elas perceberam que muitas delas estavam considerando o mesmo passo, elas o tomaram como um sinal de Deus e procuraram o Arcebispo O’Brien.
“Isto é muito mais obra do Espírito Santo,” disse Madre Christina.
As irmãs perceberam que não seria fácil abandonar a Igreja Episcopal, pela qual elas expressaram grande afeição. Alguns de seus amigos se sentiram feridos pela iminente partida, elas disseram. “Alguns sentiram que nós estávamos abandonando a luta para manter a ortodoxia,” disse a Irmã Emily Ann Lindsey. “Não estamos. Nós o fazemos agora em outro campo”.
As irmãs passaram a maior parte do ano passado estudando os documentos do Concílio Vaticano II. Elas disseram que houve poucas pedras no caminho para ingressarem na Igreja, embora algumas tenham tido uma dificuldade inicial com o conceito de infalibilidade papal.
Além do Rito Latino, as irmãs esperam receber permissão para assistir a Missa celebrada no chamado Rito de Uso Anglicano – uma liturgia que adapta muitas orações da tradição Episcopal. Madre Christina disse que dez padres diocesanos, incluindo o Bispo-auxiliar Denis J. Madden, se ofereceram para aprender como celebrar a Missa no Uso Anglicano.
As irmãs expressaram profunda afeição pelo Papa Bento XVI. O papa exerce uma autoridade que os líderes episcopais não exercem, elas disseram. A unidade que Cristo proclamou pode ser achada na Igreja Católica sob a liderança do papa, elas disseram.
“A unidade está exatamente no meio de tudo isto,” disse a Irmã Catherine Grace Bowen. “Esta é a principal força de propulsão”.
As irmãs notaram com um sorriso que seu amor pelo papa aparece evidente no nome que elas escolheram para seu gato recentemente adotado, “Bento XVII” – uma amigo felino que elas chamam carinhosamente “Sua Ferocidade”.
Fonte: Catholic Review

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Algumas Respostas

O que dizer sobre a Opus Dei?


Não tenha dúvidas de que o Opus Dei é uma bela Instituição da Igreja, oficial e legal, uma Prelazia pessoal do Papa; existe muito ciúme dela, inclusive dentro da Igreja, por estar muito próxima do Papa e do Vaticano. Veja os anexos e entre no site: www.opusdei.org.br

Se há erros na OP, por parte de algum de seus membros, isto está longe de comprometer a grandeza da Obra.

Fonte : cleofas

Cardeal Urosa acusa Chávez de querer tirar Deus das escolas

O Arcebispo de Caracas e Primado da Venezuela, Cardeal Jorge Urosa Savino, assinalou aos meios locais logo depois de presidir uma Missa na Paróquia São Agustín de Guacara, que “o Governo Nacional tem uma atitude extremamente negativa, ao querer tirar a religião e a Deus das escolas”.

Em uma frontal crítica ao projeto de lei de Educação, que elimina a religião e concede ao estado poderes quase absolutos na educação dos menores venezuelanos, o Cardeal Urosa Savino assinalou que “as famílias cristãs e educadores católicos, devem exigir firmemente que se inclua sem dúvida alguma, a possibilidade de que os meninos recebam nas escolas a religião que professem seus pais”.

A Lei de Educação, explicou o Cardeal, “é uma disposição redigida em termos muito ambíguos, na qual se consagra a figura de um Estado que monopoliza a educação e no articulado da mesma não se define a legitimidade nem os direitos que têm sociedades intermédias como a Igreja e organizações de cidadãos, para dirigir centros de educação privada”.

A nova política, ademais, “elimina a religião nas escolas, porque não reitera o artigo 50 da atual Lei Orgânica de Educação vigente, o qual afirma que os pais e representantes têm direito a que seus filhos recebam na educação primária, duas horas de educação religiosa no currículo escolar”.

“O que não se menciona na referida lei é porque está fora; inclusive, faz-se a afirmação de que o Estado é leigo e a educação deve ser leiga, o qual é um conceito que embora possua uma acepção positiva como o fato de que não propícia a uma religião específica, é um conceito ultrapassado de oposição à religião que vem da Revolução Francesa”, explicou também o Cardeal.

“É um fato demonstrado antropologicamente, que a religião é parte integrante da existência humana, e portanto, a sociedade como tal tem direito a praticá-la”, disse o Arcebispo; ao explicar que na Venezuela “é um direito adquirido que as crianças recebam educação religiosa nas escolas”.

O Cardeal Urosa censurou finalmente “a celeridade, rapidez e aprovação de artigos em horas da madrugada, não é respeitar ao povo nem a vontade popular, pois todas as exigências que têm feito os bispos em repetidos documentos e reuniões sustentadas com a Comissão de Educação da Assembléia Nacional, não se respeitaram embora expressem direitos plenamente adquiridos sobre a educação religiosa nas instituições educativas”.

Fonte : aci 

Leigos da Venezuela denunciam atentados de nova lei de educação

- O Conselho Nacional de Leigos (CNL) da Venezuela rechaçou a polêmica lei de educação, aprovada no sábado passada pela Assembléia legislativa no período de férias escolar, não só pelo "modo ilegítimo e ilegal como nos impôs esta lei" mas sim porque atenta contra uma série de direitos dos venezuelanos estabelecidos na Constituição.

Em um texto titulado "Por uma educação livre e de qualidade para todos os venezuelanos", o CNL assinala que esta maneira de proceder da Assembléia "não pode isolar-se de outros, que mostram uma postura que antepõe o Estado à Sociedade, identifica o interesse e as atribuições do Estado com a opinião de quem o dirige em um momento dado, e menospreza, relega e até substitui aos cidadãos e suas famílias a quem o Estado deve servir".

"Rechaçamos, por isso, o modo ilegítimo e ilegal como nos impôs esta lei: com pressa, escassez de reflexão, desprezo das válidas contribuições do anterior projeto, sem reparar nos enormes danos que pode conduzir à sociedade venezuelana", indicam.

Deste modo e detrás recordar que a educação é um direito humano, no que está incluído o direito à educação religiosa -não contemplado nesta lei– os leigos venezuelanos precisam que a lei passada "tem uma clara orientação coletivista que dissolve a pessoa em uma entidade social a qual a subordina, em vez de servir-lhe como âmbito para sua realização".

"Ademais, embora a Venezuela se defina constitucionalmente como uma sociedade democrática, esta lei cultiva um estatismo antidemocrático. E ainda mais, confunde a ideologia dos governantes com os valores sociais; expropria à sociedade seu direito e dever educar, lesa a qualidade da escola pública, debilita a educação privada e atenta especialmente contra a educação popular de qualidade, ao haver-se eliminado o artigo do projeto aprovado em primeira discussão, que explicitamente permitia convênios de financiamento".

O CNL explica que esta lei antidemocrática "atenta igualmente, limitando-a, contra a autonomia universitária, e é profundamente reacionária em matéria da dignificação da profissão docente, ao tempo que desconhece o direito que têm as famílias a que seus filhos recebam, como bem público, a educação religiosa da crença que professem, no ambiente de liberdade e tolerância que sempre distinguiu a nossa pátria, e acorde com a laicidade do Estado".

"Por tudo isso, rechaçamos esta lei, que não promove integralmente à pessoa em sua dignidade e liberdade, que não se adapta à realidade plural do mundo de hoje, que desrespeita nossa Constituição, e que não responde à Educação que a Venezuela necessita", prosseguem.

Por estas razões, exortam a "toda a sociedade venezuelana para: difundir a Lei usando todos os meios a nosso alcance; organizar atividades de estudo e reflexão para conhecer seu espírito, fins e efeitos; convocar Assembléias e pôr em marcha recursos legais pertinentes, atentos a que as próximas regulamentações pendentes não acentuem os defeitos da Lei, apontando assim, em médio prazo, à derrogação da mesma".

Finalmente animam a renovar "cada dia nossa esperança e nossa fé no triunfo do Bem. Ressoe em nós a voz de João Paulo II: Não tenham medo. Não podemos ceder na luta pela defesa da dignidade de cada venezuelano e dos valores da democracia, nem deixar de sonhar com uma Venezuela livre e fraterna".

Fonte : ACI